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Corregedor-regional mostra a estatística como ferramenta na gestão dos JEFs

Dessembargador federal Francisco Barros Dias abriu o workshop

16/10/2013 - 16:36

Na manhã desta terça-feira (15/10), o corregedor-regional da Justiça Federal da 5ª Região, desembargador Francisco Barros Dias, proferiu a palestra de abertura do workshop Acesso à Justiça: 10 Anos de Juizados Especiais Federais. Ao desenvolver o tema “A utilização de estatísticas como ferramenta de gerenciamento dos JEFs e das turmas recursais: análise de demanda, fluxo de trabalho e avaliação dos cenários futuros”, o magistrado destacou que a estatística deve ser usada como instrumento da gestão já que, pela sua experiência de 26 anos de trabalho — só na Justiça Federal, com planejamento, é possível trabalhar menos e produzir mais. “Com base nos dados, podemos tomar as decisões necessárias para bem administrar os JEFs e qualquer unidade da Justiça Federal. Mas, se não trabalharmos com foco na gestão, estamos fadados ao fracasso”, acrescenta.

E foi com base nessa experiência, que o corregedor, assim que assumiu esse cargo, sentiu a necessidade de consolidar os dados estatísticos de toda a Justiça Federal da 5ª Região. A ideia era que as informações fossem apresentadas por meio de um instrumento simples e objetivo, de forma a facilitar o acesso, a leitura e a compreensão, e também, de organizar o trabalho. “Sem dados, não temos elementos para responder às críticas da sociedade com relação à Justiça. Como dizer algo positivo sem dados? Com base neles, podemos verificar onde estão as falhas, para preenchê-las, e também podemos localizar os excessos, para apará-los”, explicou.

A consolidação das informações, apresentada na página de estatísticas do site da corregedoria-regional da 5ª Região (http://www.trf5.jus.br), traz o levantamento dos processos distribuídos, em andamento, julgados e arquivados nos últimos cinco anos. Por meio desses dados, é possível constatar, por exemplo, que, nesse período, a proporção do número de processos que tramitam nos JEFs vem aumentando em comparação com o total de processos que tramitam em toda a Justiça Federal. “Essa porcentagem variou de 63,67%, em 2008, para 68,87% em 2012. Acredito que, quando os JEFs estiverem na plenitude de sua competência, esse percentual deve estabilizar em 70%. Um índice acima dos 60%, previstos no momento da criação dos Juizados”, avaliou.

Outra preocupação, segundo o palestrante, é que o fato de tomar os números como base não transforme o trabalho em uma atividade dissociada das pessoas. “Apesar de trabalharmos com números, a ideia é utilizar a disponibilidade material e humana de forma humanizada. Fazendo as pessoas pensarem e descobrindo as aptidões de cada um. Para isso, é necessário envolver a equipe e dar espaço para que eles se expressem”, afirmou o desembargador, completando que é do diálogo que nascem as boas ideias. “Até quando faço correições, vou captando boas práticas e disponibilizo em nosso site a fim de disseminar por toda a Justiça. Também procuro conhecer as iniciativas positivas para aplicar no meu dia a dia. Sou um grande copiador, mas dou o crédito ao autor da ideia”.

O esforço coletivo, segundo Barros Dias, é que vai levar ao sucesso. “No trabalho em equipe, é imprescindível que todos estejam comprometidos na busca de soluções. Afinal, sempre existe outra forma de fazer. A mente humana é inesgotável, como também, a capacidade de adaptação do ser humano. Acredito que somos capazes de fazer tudo o que quisermos. Querer é poder!”, concluiu o corregedor.

Por: Assessoria de Comunicação do CJF

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